sábado, 4 de julho de 2015

MAIS UM ANO






O dia do meu aniversário está se aproximando
E percebo que um ano se passou sem que eu tivesse o desejo de escrever
Vários sentimentos me atravessaram o coração
Lágrimas escorreram dos meus olhos
Sorrisos escaparam folgadamente
Palavras foram proferidas e afetaram o ambiente
Vivi alegrias e tristezas
Mas não tive o desejo de escrever
Escrever é declarar com provas
E muitas lágrimas foram escondidas
Muitos sorrisos foram contidos
Muitas palavras foram caladas
Um ano ... um ano ...
Nem acredito que aconteceu!
Passou tão rápido!

sexta-feira, 11 de julho de 2014


Hoje é dia do meu aniversário
Sei o quanto esse dia foi importante há alguns anos atrás
Meus pais talvez não soubessem o quanto eu modificaria a vida deles
Assim como eu também não sabia.
Yah, bendito seja, me deu o fôlego da vida e me coroou
Foi um dia escolhido, com hora escolhida, com DNA definido
Aos onze deste mês de julho.
Não sou amarela, não sou branca, não sou preta
Nasci no amanhecer
Então amanheci neste lugar
Nesta minha grande família

Hoje é dia do meu aniversário
E o sol me faz lembrar que brilho
O sol me transforma em diamante quando exposta aos seus raios
Mas não me deixa esquecer que sem ele, viro pó.

Hoje é dia do meu aniversário
Não nasci por acidente
Fui designada a desempenhar uma missão
Inserida num perfeito acorde musical
Pintada numa tela especial
Não sou fruto de um golpe de coincidência
Yah, bendito seja, exerceu sua vontade em me criar.

E hoje é dia do meu aniversário
E a lua... a lua me enche a maré
Salgando minhas faces
Sinto a vida tão leve
Leve como um segundo
Manter-me viva é um exercício de esperança e ânimo
Porque o mundo é hostil.

Hoje é dia do meu aniversário
Tento viver o tempo presente; não sei quanto me resta
Mas às vezes, me escapa a lucidez e me pego pensando no amanhã
Colocando pedidos para o futuro
Desejando para mim os bens
Que nem sei se mereço.

Não tenho certeza se cumprirei todas as promessas...


Quantas pessoas tropeçaram com meu fraco exemplo?
                                                           Lígia Costa

terça-feira, 1 de julho de 2014

BOA PESSOA


Não é fácil ser uma pessoa boa,
principalmente com pessoas que não se importam com você e seus sentimentos. 


Passar por cima de ressentimentos, esquecer que fomos ofendidos, deixar pra lá o que nos atinge na honra, é muito difícil.

Não é fácil ser uma pessoa boa quando o que você faz de bom não é o bom para o outro.

A gente luta constantemente para conseguir controlar nossas más características, nossa raiva, nosso orgulho, nossa ansiedade. Lutamos contra a vida que nos aflige todos os dias.

Não é fácil ser uma pessoa boa quando você conhece pessoas ruins.

Gente boa não tem descanso.

Aprendemos que precisamos ser bons! Mesmo extremamente magoados, mesmo extremamente
envergonhados, mesmo injustiçados, mesmo usurpados, mesmo com os cortes do coração ainda sangrando... precisamos ser bons! E nem assim é o bastante!

A gente chora, porque ser gente boa dói, e muito!


Como apelar justiça para um Tribunal de terra dura, de coração empedrado? Como provar inocência na transgressão sem nem mesmo ter sentado no banco dos réus?


Viver é difícil!  Ser gente boa é mais difícil ainda!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

INVISÍVEL

Não me encontro dentro de você
Encontro você dentro de mim
E isso não me completa
Mesmo sendo no mesmo contexto

Cuspo palavras suas que comi
Sou antropofágica por isso?
Testo meus limites na covardia
E desapareço no meio do caminho

Desaprendi o derrubar portas e paredes
Ando meio confusa
Camuflada, discreta
Não chego a lugar algum...
Dizem que é bom quebrar as regras
Mas e aí? Cacos ...

Corto os cabelos e nada muda
Procuro olhares profundos
Não encontro nada neste mergulho
Olho os olhos e o castanho é escuro
Sou reflexo
Sou o sentimento, sou o movimento
Sou a observação
Sou a letra
Sou hóspede indesejada
Estou no quarto ao lado

Sou a próxima

terça-feira, 26 de novembro de 2013

SANGRANDO

Não gostaria de ser a causadora de tantas dores
Essas que afetam tão profundamente a alma que
Lágrimas escorrem sobre as faces mesmo sem serem solicitadas
Tão displicentes
Tão atrevidas
Porque o coração aperta de tal forma
Os pensamentos giram e percorrem caminhos
Caminhos desconhecidos e imaginados
O sangue circula tão vermelho e tão negro
Arde nas veias e queima por dentro
O coração explode, não aguenta
E a mente diz que não
O braço deve estar erguido
As luvas bem ajustadas
Cuide para não ser atingido
Mesmo assim a proteção falha
E um soco atinge o alvo em cheio, jogando lágrimas, suor e sangue
Para todos os lados
Um turbilhão, um furacão, um tsuname
E a voz ...... mantem o veludo conselheiro
A vida é um palco de coadjuvantes
É quando o sonho acaba.

Queria não sofrer tal dor.



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

CONHECENDO

Dando é que se recebe
A máxima da vida
Realmente funcional
Involuntário muitas vezes no dar e receber
Ou quem sabe é calculado assim.
  
Lentamente vem a  percepção
Inconsciente...na forma e no ser
Rituais de falares, de posturas, de gestos
Algumas incoerências comportamentais

Disfarces talvez, mas vem a tentativa de acreditar
Alcançar o objetivo secreto:
Reter no coração os melhores momentos
Incontroláveis lembranças que chegam a todos os momentos
Ouvir os  instintos não faz parte do plano. Tudo é fugaz

Ler nas entrelinhas
Inaceitáveis verdades que o coração faz saber, quando
Recolhidas das retinas espremidas
A fitar com ironia  ou com uma pitada de malícia.

De uma semente tão pequena
A palavrinha mágica: oi
Rendendo uma árvore tão frondosa
Imensurável em sua frutificação
Ornando um coração


Lentas vão descendo pelas faces
Involuntárias lágrimas que de tão salgadas, deixam
Rastros esbranquiçados e,
Alcançam o resto do corpo com seus grossos pingos

De certa forma a lembrança remete
Às folhas que vão caindo
Regando o chão de folhas descoloridas
Inventando um novo tapete
O tapete do que já não é mais

Luta constante, com todas as forças
Invencibilidade  querida. Fortaleza querida.
Rasgada por dentro, sem esperança no tempo
Ainda respirando, ainda vivendo

Dura é a ira que sentida
Ao se ver  ignorada ou dividida
Rei que se sente
Invencível que se acha
Outra batalha que ganha

Lamentável que seja assim
Infelizmente que seja assim
Realizável assim
Assim seja

Daria todo o tempo disponível
Atualizaria todo o tempo disponível
Recordaria todo o tempo reconhecido
Irremediavelmente perde
Olhando o tempo, as folhas que secaram

Lindas folhas verdes que se foram
Instantes levados suavemente pelos ventos
Reconstruindo a fertilidade da terra que,
Algum dia retomará o que pertence.

 
lanif o arap iexieD
esarf amitlú A
asoicerp, aciR
levátsetnocnI
odidnetne iof áj euq  ies euq  O

oãçneta  moc aieL
ivercse  euq ossI
resiuq es aiR
:uidep euq o átse iuqA

DARIO LIRA

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

VELHAS PALAVRAS

E o adeus sem palavras
Sabido no instante da chegada...
Acho que não sou amável
Acho que não sou “querível”
Talvez só desejável...
Sinto um gosto horrivelmente amargo                              
Na vida que bebo.
Se alguém perde, sempre sou eu
E fico sem chão
E a perda se torna tão grande
Que se torna um perdão
Então, sempre quem tem o perdão
Também sou eu.
E além de perder tenho que dar.
Irônico.
Minhas chances de sucesso
Não aumentam com as tentativas
E, surpresa! Acredito em palavras
Palavras não são apenas letras e significados
São providas de pés e de asas
Andam, correm, voam
São setas atingindo alvos
E, surpresa! Acredito em sentimentos de amor
Mesmo seguidos de delírios
E trocas de fluidos orgânicos.

.............. eu não mudo, eu não aprendo...