sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ontem eu não era nada
Assim como nada sou hoje
Apenas sou o que sou
Sou como o Eterno me criou
Nunca fui inteligente
Essa inteligência que se supõe
Sou o suficiente
Hoje, estou longe da sapiência
São tão pequeninas coisas
Perfeitas miudezas vivas
Que nem de longe consigo compreender
Não quero mudar o mundo
Na verdade, nunca quis
Não quero mudar a mim mesma
Na verdade nunca quis
Quero ser o que sou
Como o Eterno me criou: suficiente
Suficiente para estar nesta jornada
Melhorando... melhorando
Evoluindo na Palavra.
Não espero que o mundo me ame
Basta para mim
Que EU ame o mundo.
E que o Eterno me ame.

Amo meus amigos e gostaria de ser amada
Perdoo a todos os deslizes e gostaria de ser perdoada.
Meu coração ao contrário dos demais
Não é grande
Meu coração é pequeno, não há espaço para coisas ruins

Só há espaço para coisas boas.

                                  Lígia Costa

terça-feira, 9 de julho de 2013

AMIGO



MEU AMIGO QUERIDO
NÃO IMPORTA QUÃO LONGE VOCÊ ESTÁ
NÃO IMPORTA O QUE TEM
NÃO IMPORTA O QUE NÃO TEM
VOCÊ ESTARÁ NO MEU CORAÇÃO PARA SEMPRE
MEU AMIGO QUERIDO
NÃO IMPORTA SE VOCÊ É POBRE OU RICO
NÃO IMPORTA SE VOCÊ É ERUDITO
NÃO IMPORTA SE É POETA
NÃO IMPORTA O QUE NÃO É
VOCÊ ESTARÁ NO MEU CORAÇÃO PARA SEMPRE
MEU QUERIDO AMIGO
UM DIA NOSSOS CAMINHOS SE ENCONTRARAM
E É ISSO O QUE IMPORTA.
NOSSOS ESPAÇOS NÃO SÃO OS MESMOS
NOSSOS PROJETOS NÃO SÃO OS MESMOS
NOSSAS EXPERIÊNCIAS NÃO SÃO AS MESMAS
NÃO IMPORTA NADA DISSO
VOCÊ ESTARÁ NO MEU CORAÇÃO PARA SEMPRE
MEU QUERIDO AMIGO
NOSSAS FOTOGRAFIAS E NOSSAS LEMBRANÇAS
SÃO DE TEMPOS DIFERENTES
DE TEMPOS PASSADOS
APAGARAM-SE OS SORRISOS E AS LÁGRIMAS
NESTE TEMPO DISTANTE
MAS NADA DISSO IMPORTA

VOCÊ ESTARÁ SEMPRE NO MEU CORAÇÃO.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

VIOLAÇÃO!



Olhando para o  céu tão claro
Maquiado de linhas alvas
Meu coração se faz inverno
Porque fazem assim?



Que ironia! O que me despedaça não são trevas.
Sobrevivente nesta morte lenta e invisível
Sou vencida
Acabou meu paraíso
Tão perfeito azul.

Olhos e muitos olhos metálicos nos céus me vigiam os passos
Minha vida sob controle.
Sou detenta, prisioneira
E estou detestando este momento
Tão frágil, tão manipulável, tão impotente
O que mais importa?
Onde está o sentido? É o fim!

ACHO QUE QUERO OUVIR UMA MÚSICA DE AMOR!

                                                                                                             Foto de Dario Lira

quinta-feira, 16 de maio de 2013

CARTAS


Pensei em escrever para você
Uma carta de saudades
Que só terminariam quando te encontrasse
Um mar afogou minhas palavras
Que se dissolveram e morreram no papel

Pensei em escrever para você
Uma carta de amor
Um amor que aumentaria quanto te visse
Uma onda de ansiedade riscou minhas palavras
Que se perderam no grafite e no papel

Pensei em escrever para você
Uma carta de encontro
Um encontro que nos uniria ao nos tocarmos
Uma onda de medo me calou
E o papel ficou em branco.

Mar e ondas de lágrimas
Estou em cheia
Minha maré de lembranças
Papel, músicas e poesias...

sábado, 4 de maio de 2013

Estou pisando de mansinho
Andando devagarzinho
Não quero despertar nenhum monstrinho
Ando pensando na vida.

Vou te contar um segredo...
As vidas secretas que temos
Essas ocultas no eu
Dialogam em seus estranhos encontros
E se expõem aos que sabem ler,
mesmo sem querer
Por isso estou andando de mansinho
Pensando na vida
Não quero despertar esses monstrinhos.

Vou te contar um segredo...
É um desafio constante
Buscar nas janelas o querido
Que sendo buscado não sente
Nem alcança o beijo soprado
Então preocupada com a vida
Ando bem levinho
Para não despertar os monstrinhos

Vou te contar um segredo...
Mesmo na leveza dos passos
Ousada me arrisco e me lanço
Sem rimas, sem cordas, sem rumo
Solta, utópica, entregue
Andando devagarzinho
Andando de mansinho
Andando levinho
Para não despertar os monstrinhos
Que me impediriam de contar o secreto
Que me impediriam de dizer bem baixinho
Amo o amor que sinto!


segunda-feira, 29 de abril de 2013

SAUDADE


O barulho do avião que passa rasgando os azuis e brancos
Lembra-me que a distância que aproxima
é a mesma que afasta
E num instante o barulho cessa.
E sinto saudades ...
Olho para o retrato que fala comigo
E retruco algo sem sentido.
Num diálogo mudo meu estômago retrai
Sem cerimônia meus olhos buscam sinais
E degustam com prazer cada linha que se mostra
E sinto saudades...
Em silêncio me afasto e percebo
Que o tempo, esse que nos amarrota
Impaciente já se foi, levando a luz do dia
O tempo e a distância dançam juntos a música
Que só eu posso ouvir.
E nesta rota, voam meus pensamentos cor de rosa...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

ACORDEI...




O que aconteceu enquanto eu dormia?
O mundo parou? Alguém morreu? Quem foi que gritou?
Em que lugar estive? 
A quem visitei?
Acordei descrente e sem esperança
Onde foi que minha alma se escondeu?
Nada é nada e tudo nada é
Estou vazia, divorciada de mim
E mesmo assim,
Sendo um lapso no tempo
Um intervalo
Absoluta
Relativa
Meio assim, no meio do meio do começo do dia
Sem saber se vivo ou se esse mundo existe
Sinto-me estranhamente normal.