sexta-feira, 1 de janeiro de 2010


REVEILLON 2010 EM COPACABANA - RIO DE JANEIRO
Pela primeira vez fui assistir ao espetáculo de fogos em Copacabana!
Maravilhoso é adjetivo pouco significativo para expressar tamanha beleza.
Compensa a dificuldade para chegar ao local!
Muita gente.
Pessoas.... todas alegres.
Quando a contagem regressiva começou a expectativa do show pirotécnico embaçou o tradicional pedido de bons fluidos, e quando começou a explodirem a cores e efeitos, a emoção contagiou de euforia a toda gente que por ali estava.
Cresceu em todos a Esperança!!!
Essa que nunca morre.
Eu estava ali, sentimento verdadeiro e espontâneo, esse que já há algum tempo, pela repetição das palavras e muitas vezes obrigação dos abraços e desejos de realizações, ficou meio sem sentido.
Percebi que essa festa ainda não perdeu sua graça.
Não fiz promessas... não fiz novos planos...
Vivi a experiência do show e participei da homenagem
do fim e início de mais um ano.
E me recusei a enxergar a crueza da realidade na ausência de estrutura para realização de tais eventos.






sábado, 12 de dezembro de 2009

ACERTO DE CONTAS


Dia desses acompanhei uma discussão entre um casal. Já estavam discutindo quando se aproximaram de mim.
Ela reclamando e perguntando, já exasperada, se era culpa dela, "ela" ter entrado na casa e, que ele não a apoiava em nada... e outras lamúrias do gênero.
Ele respondia que não era nada daquilo que ela dizia, que ela estava discutindo por nada e pedia para parar com aquilo.
Ela quase aos gritos: - Parar?! Parar?! Você não me dá razão NUNCA!!! Você NÃO SERVE PRA NADA!!!! É isso mesmo!

Eu estava intrigada! Cara safado! Na condição de "semelhante", TOTALMENTE A FAVOR DELA!

Ele já irritado perguntou se ela estava ficando maluca quando decretou o "ou eu ou ela"!!!!! que era só que faltava!!!! que estavam discutindo por nada....

- NADA!!!???? NADA !!!!???? TÁÁÁÁÁÁ..... confessa logo! Você não fez nada porque tem medo de BARATA também. Por isso não a matou!

Confesso que fui solidária e totalmente contra ele!!!! rsrsrsrsrs As mulheres esperam que os homens sejam super heróis quando esse inseto nojento aparece!!!!



"As baratas são insetos que formam um grupo cosmopolita, podem causar diversos problemas, o principal são os diversos patógenos que são transmitidos aos seres humanos como bactérias, fungos, protozoários, vermes e vírus. O primeiro registro da existência de baratas foi cerca de 400 milhões de anos. Não houve muitas transfomações ao longo do tempo, mas a genitália da fêmea passou a não ser visível externamente, os ovos passaram a ser colocados numa ooteca em vez de individualmente, as asas deixaram de ser utilizadas para voar e passaram a proteger o abdômen.

Quando saem durante o dia é por haver muitas ou por falta de alimento ou água. Calcula-se que para cada barata encontrada há cerca de 1000 escondidas. Alimentam-se de animais e vegetais mortos. A maioria das espécies é onívora e são capazes de ficar três dias sem água e dois meses sem alimento." texto extraído Animais - biologia - Brasil Escola









domingo, 1 de novembro de 2009

MEU COMPUTADOR

ENQUANTO ESPERAVA....

Estive ausente um tempo

Um tempo não programado

Meu computador adoeceu. Isso mesmo! Adoeceu

Foi violado, corrompido em sua integridade.

Foram ataques sistemáticos de todo tipo.

Dos mais agrassivos aos mais sutis.

A doença foi chegando, se instalando e

consumindo aos poucos e,

quando dei conta, estava em estágio avançado.

Usei de todas as estratégias para proteção,

de toda estratégia para combate,

mas infelizmente foi necessário um tratatmento de choque.

Como tratava-se de uma doença contagiosa

foi necessário o isolamento.

Foi um longo período de espera.

Faltou conhecimento

Faltaram dados

grandes perdas de memória. Amnésias parciais.

Foi necessário tratamento técnico prolongado.

Mas finalmente tudo está resolvido e

podemos interagir novamente sem problemas

Eu, meu computador e meus amigos.

Puxa! Como estou feliz!!!!!


segunda-feira, 8 de junho de 2009

O RELÓGIO

O RELÓGIO
Num desses camelôs de rua comprei um relógio muito bonito....
O vendedor me garantiu que era à prova d'água!
Tinha até um mergulhado num copo com água!!! De verdade!!! E funcionando!
Eu acreditei!!!!! rsrsrsrsrs
Fui para casa feliz da vida.
Tomei banho com ele no braço. Qual o problema?! Só ficaria com cheirinho de sabonete, pensei....
Quando saí, olhei para ele e percebi.... meus olhos estavam embaçados, muito embaçados...
não conseguia enxergar mais as horas.... hummmmmmm
Pode dizer..... eu aceito!!!!! kkkkkkkkkkkkkkk
Lígia

quinta-feira, 7 de maio de 2009

SER MÃE


Quando eu estiver velhinha, vou morar um pouco com cada filha, e dar tanta
alegrias...do jeito que elas me deram.
Quero retribuir tudo o que recebi delas, fazendo as mesmas coisas!
Ah, elas vão adorar!
Escreverei nas paredes com lápis de cores diversas
Pularei nos sofás de sapatos e tudo.
Beberei das garrafas e as deixarei fora da geladeira,
Entupirei de papel as privadas e como elas ficarão bravas!
Quando estiverem ao telefone e não puderem me alcançar,
vou aproveitar para brincar de vestir as roupas e as maquiagens delas.
Elas vão balançar suas cabeças e correr atrás de mim
Mas eu estarei escondida embaixo da cama!
Quando me chamarem para almoçar ou jantar
a comida que fizeram, não vou comer as verduras, as saladas ou a carne,
Vou catar todas as coisas verdinhas e vermelhinhas e jogar no prato delas
Vou engasgar com o quiabo e derramar leite na mesa.
e quando se zangarem, corro - se for capaz...
Sentarei bem perto da TV e vou mudar de canal o tempo todo,
Meus brinquinhos estarão sempre sem as tarrachas e
serão sempre um, não terão pares
Deixarei meus chinelos espalhados, sempre um em cada lugar da casa
Tirarei as meias e perderei sempre um pé,
Esquecerei de apagar as luzes sempre que sair do meu quarto,
Vou reclamar de tudo e chamá-las o dia todo: Filha? Filha? Filha?
e mais tarde já deitada,
Vou agradecer a Deus por tudo e fechar meus olhos,
e minhas filhas vão olhar para mim com um meio sorriso e vão dizer,
“Ela é tão doce quando está dormindo !" Será?!!! . . . . .
Brincadeirinha.....

domingo, 12 de abril de 2009

SOU PESSIMISTA???

A virgem de alma prostituta
Vestida de noiva diante do altar
O homem Cristo, solitário e motivo de guerra
Hoje esquecido na Cruz
As pedras surgindo alteradas pelas sondagens
Formam presídios de pássaros angustiados
Cativos em seus apartamentos
O progresso agressivo
A fome nas bocas pobres
Pessoas buscando o que não desejam
Fofocando na inveja dos que possuem
O choro estrangulado na garganta
Lágrimas envergonhadas nos olhos
O medo no dia-a-dia
Procura na astrologia
Incansáveis e inalcançáveis
Palavras que não explicam as sensações
Tudo tão sem sentido
Perguntas tormentosas passando
Geração a geração
Sempre sem resposta
A cura provoca doença
Conhece-se o efeito, mas ignora-se a causa
O câncer no seio do mundo!!!
Vida agitada – sanduíches e refrigerantes
Num só gole
Vida vivida em um só fôlego
O sopro da vida, o sopro da alma
Natureza perdida
Flagelos, mortes, desabrigo
Castelos construídos
Nos jornais, grandes manchetes
Crimes, motins, bombas
Cidades destruídas
Nas ruas a sobrevivência
Esmolas compadecidas
Doadores a espera da recompensa divina
Morros com barracos pendurados
Marginalizados figurantes
A diferença de classes
Miseráveis vestidos de reis
Carnavalescos personagens históricos
Fantasia dos que vivem em luxo social
Na televisão desenhos animados
Reallity shows tão realmente fakes
O desejo da juventude eterna
Plásticas, plásticas e silicones
Esperança de bem viver, de se reencontrar
Amparo. Amigo. Ombro
Alicerces enfraquecidos pela realidade dos tempos
Tempo veloz. Contado, cotado
Trens superlotados
Pingentes de mãos calejadas
Gente enlatada
Homem querendo ser mulher
Mulher querendo ser homem
Linguagens misturadas
Expressões alteradas
Catálogos manuseados de folhas rotas
Álbum de família unida
Na boca da mata um grito
Um animal no cio
No hospital um gemido sofrido
Cordão umbilical cortado
Choro e silêncio
Arte da vida real

Lígia costa






sexta-feira, 10 de abril de 2009

HISTÓRIA DA RIQUEZA DO HOMEM III


HISTÓRIA DA RIQUEZA DO HOMEM III
Compilado do Livro História da Riqueza do Homem
de Leo Huberman
Em 1346 os estatutos das corporações artesanais ditavam:
“... se qualquer pessoa do ofício de curtir couro branco sofrer pobreza pela idade, ou porque não possa trabalhar ..... terá toda semana 7 dinheiros para seu sustento, se for homem de boa reputação”.

Nenhum estrangeiro trabalhará no dito ofício... se não for aprendiz, ou homem admitido à cidadania do dito lugar.”
“...”
As corporações se preocupavam com o bem estar de seus membros. Era uma espécie de irmandade. Porém, é claro que os membros se uniam para reter em suas mãos o controle direto da indústria. Lutaram para manter o monopólio dos respectivos artesanatos, e não permitiam aos estrangeiros que se imiscuíssem em seu mercado.

Hoje em dia, o inventor de um novo processo, ou de um processo melhor, patenteia sua invenção, e ninguém mais poderá usá-la. Antes não existiam leis e as corporações se preocupavam naturalmente em ocultar seus segredos artesanais. Havia uma lei veneziana, de 1454 que indica um método: “se um trabalhador levar para outro país qualquer arte ou ofício em detrimento da República receberá ordem de regressar: se desobedecer, seus parentes mais próximos serão presos, a fim de que a solidariedade familiar o convença a regressar; se persistir na desobediência, serão tomadas medidas secretas para matá-lo, onde quer que esteja”.
Supervisores das corporações faziam viagens regulares de inspeção, nas quais examinavam os pesos e medidas usados pelos membros, os tipos de matérias-primas e o caráter do produto acabado, e os selavam. O preço não podia exceder ao valor da coisa, ou o contrário, era exigida justiça pela igualdade. Conseqüentemente, vender mais caro ou comprar mais barato uma coisa era considerado em si injusto e ilegal.

Mais uma vez a Igreja, com a aprovação de bons cristãos, prega sermão sobre o Sexto Mandamento, escolhendo como tema as palavras do Livro de Provérbios: “Não me sejam dadas riquezas nem pobrezas, mas o bastante para o meu sustento”

A noção do justo preço se enquadrava na economia do mercado pequeno, local e estável. Mas não se enquadrava na economia do mercado grande, exterior e instável. As modificações das condições econômicas provocaram modificação das idéias econômicas. Constataram que as mercadorias não tinham valor fixo, independente das condições. O justo preço foi, portanto, derrubado e substituído pelo preço de mercado.
A igualdade entre mestres tornou-se coisa do passado.
Outra causa do colapso do sistema de corporações foi o aumento da distância entre mestres e jornaleiros. O ciclo que até então havia sido aprendiz-jornaleiro-mestre, passou a ser apenas aprendiz-jornaleiro. Passar de empregado a patrão tornou-se cada vez mais difícil.

As associações, tal como os sindicatos de hoje, procuravam conseguir maiores salários para seus membros e, como os sindicatos, enfrentavam a resistência dos patrões. Queixavam-se às autoridades municipais, que declaravam ilegais as associações de trabalhadores ou jornaleiros.

Como era natural, a disputa sobre salários mais altos foi particularmente intensa no período imediatamente posterior à Peste Negra. Com a maior procura por trabalho, a tendência foi de grande elevação de salários.

O latim era a língua universal dos eruditos. As crianças não estudavam inglês, alemão, holandês ou italiano. Estudavam latim. Falava-se inglês, alemão, etc, mas essas línguas só mais tarde passaram a ser escrita. O monge espanhol com sua Bíblia na Espanha lia as mesmas palavras latinas que eram lidas pelos monges de um mosteiro inglês.

A religião também era universal. Quem se considerasse cristão nascia na Igreja Católica. Não havia outra. E, espontaneamente ou a contragosto, era necessário pagar impostos a essa Igreja e sujeitar-se às suas regras e regulamentos. Não havia limites estatais à religião.

Mas em fins da Idade Média, no decorrer do século XV, tudo isso se modificou. Surgiram nações, as divisões nacionais se tornaram acentuadas, as literaturas nacionais fizeram seu aparecimento, e regulamentações nacionais para a indústria substituíram as regulamentações locais. Passaram a existir leis nacionais, línguas nacionais e até mesmo Igrejas nacionais. Os homens começaram a considerar-se cidadãos e passaram a dever fidelidade não à sua cidade ou ao senhor feudal, mas ao Rei, que é o monarca de toda uma nação.

A ascensão da classe média é um dos fatos importantes desse período que vai do século X ao século XV. As antigas instituições que haviam servido a uma finalidade na velha ordem, entraram em decadência e novas instituições surgiram, tomando seu lugar. É a lei da História.

O mais rico é quem mais se preocupa com o número de guardas que há em seu quarteirão.
E a Igreja era tremendamente rica. Calcula-se que possuía entre um terço e metade de toda a terra – e, não obstante, recusava-se a pagar impostos ao governo nacional.
A Igreja julgava certos casos em tribunais religiosos, e muitas vezes a decisão da Igreja era contrária à do rei. Tanto que muitas vezes era difícil saber a quem cabia o dinheiro da multa ou suborno.
Os muitos abusos da Igreja não podiam passar despercebidos. A diferença entre seus ensinamentos e seus atos era bastante grande, e até os mais broncos podiam percebê-la. Enéias Sílvio, Papa Pio II escreveu: “Nada se consegue em Roma sem dinheiro”. Pierre Berchoire, que viveu na época de Chaucer, escreveu também: “Não é com os pobres que o dinheiro da Igreja é gasto, mas com os sobrinhos favoritos e os parentes dos padres”.
Os muitos escândalos e abusos da Igreja eram públicos e notórios muitos séculos antes de Martinho Lutero pregasse as suas “Noventa e Cinco Teses” à porta da Igreja, em Winttenberg, em 1517. Houve reformadores religiosos antes da Reforma Protestante.
A separação da Igreja Católica não aconteceu antes de Lutero, Calvino e Knox porque seus antecessores cometeram o erro de tentar reformar mais do que a religião. Wycliffe e Hus não protestavam apenas contra Roma, eles inspiravam um movimento comunista, ameaçando o poder e os privilégios da nobreza.
Já Lutero e os outros reformadores que o seguiram não comprometeram o apoio da classe dominante pregando doutrinas perigosas de igualdade. Lutero não era um radical.
Uma das razões do êxito de Lutero foi não cometer o engano de tentar derrubar os privilegiados. Outra razão importante para o advento da Reforma naquele preciso momento está no fato de que Lutero, Calvino e Knox apelavam para o espírito nacionalista de seus adeptos, num período em que esse sentimento crescia.

Antes, o direito da Igreja fora supremo; agora, o velho direito romano, mais adequado à necessidade de sociedade comercial, fora ressucitado; antes, a Igreja era a única que dispunha de homens cultos, capazes de conduzir os negócios do Estado; agora, o soberano podia confiar numa nova classe de pessoas treinadas no movimento comercial e consciente das necessidades do comércio e da indústria do país.
Esse novo grupo, a nascente classe média, sentia que havia um obstáculo no caminho de seu desenvolvimento: o ultrapassado sistema feudal.
A Classe média compreendia que seu progresso estava bloqueado pela Igreja Católica, que era a fortaleza de tal sistema. Então a saída era atacar a Igreja. E foi o que fez.
A luta tomou um disfarce religioso contra o feudalismo.
Foi denominada de Reforma Protestante.

continua ...